segunda-feira, 20 de outubro de 2008

"Shut up and let me go"


Pra galera não achar que eu só falo de canções antigas e de artistas nacionais, eu vou escrever sobre uma música que eu achei muito bacana.

Eu não sou muito bom com classificações, mas o estilo ou gênero musical da banda é o que muitos chamam de Indie/Rock ou mesmo Indie/Pop.

A dupla inglesa
The Ting Tings é formada por Jules De Martino (Bateria, guitarra e vocais) e por Katie White (Vocais, guitarra e bumbo).

"Shut and let me go" faz parte do disco "We started nothing", lançado em maio deste ano. Para mim é uma boa música pop, principalmente para se ouvir na balada. Possui uma levada bacana e fortes traços de música eletrônica.

O clipe da música é muito legal e bastante dinâmico. É o típico exemplo de quando o vídeo ajuda muito a reforçar a idéia da canção.

Muitas vezes fica a dúvida se a música é tão legal quanto o clipe nos faz crer. De qualquer forma, vale à pena conferir. Veja também o
making of e saiba como foi produzido o videoclipe de "Shut up and let me go".

Shut up and Let me go - The Ting Tings







"Shut up and let me go
This hurts, I tell you so
For the last time you will kiss my lips
Now Shut up and let me go
Your jeans were once so clean
I bet you changed your wardrobe since we met

Now oh so easily your over me
Gone is love
It's you that ought to be holding me
I'm not containable
This turns up
it's not sustainable

I aint freakin'
I aint Fakin' this
I aint freakin'
I anit Fakin' this
I anit freakin'
I aint Fakin' this
Shut up and let me go

Hey!

Shut up and let me go
This hurts, but I can't show
for the last time you had me
Not Shut up and let me go!
For fear of leaving in regret
I changed this one when we first met

Now oh so easily your over me
Gone is love
It's me that ought to be moving on
You're not adorable
I was something unignorable.

I ait freakin'
I aint Fakin' this
I aint freakin'
I anit Fakin' this
I anit freakin'
I aint Fakin' this
Shut up and let me go

Hey!

Oh love, hold this.

hey

Shut up and let me go
This hurts, I told you so
For the last time you will kiss my lips
Now Shut up and let me go

Hey!"

Maicou...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O Sertanejo é o pai do Emo


Pois é! Eu que sou um ferrenho crítico de programas como o 'Ídolos', 'Fama' e de projetos como os 'Acústicos MTV' e do 'Estúdio Coca Cola' serei obrigado a reconsiderar alguns pontos de minha análise.

Eu ainda considero que a música não tem muito a ganhar com tais formatos e que eles só exploram o potencial comercial dos artistas através de um padrão.

A fórmula é repetida, é aprimorada para gerar mais rendimento com menos investimento, ou para dar a mesma resntabilidade mas com menos gastos.

Este ano, a multinacional de refrigerantes 'Coca Cola' deu continuidade ao projeto de juntar bandas nacionais de estilos diferentes em uma apresentação na MTV. Porém, desta vez, o programa divulga o refrigerante de baixa caloria da empresa.


Brincar de Ser Feliz - Fresno e Chitãozinho e Xororó





Mas eu disse que iria reconsiderar alguns pontos da minha crítica e vou. Ano passado eu disse que os artistas não conseguiram alcançar a tão desejada mescla de estilos, mas, em 2008, teve uma parceria que conseguiu.

É claro que se formos analisar bem, o sertanejo e o emo/rock não são tão diferentes assim. Se o cantor sertanejo sofre, o emo também, se o emo usa calças apertadas e justas, o sertanejo também.

Se os sertanejos são traídos, os emos não conseguem ficar com quem eles amam e, se os emos fazem chapinha no cabelo, Chitãozinho e Xororó já tem o cabelo liso por natureza.


Uma Música - Fresno e Chitãozinho e Xororó





A gente pode até questionar se o resultado ficou bom ou ruim, mas é inegável que houve uma mistura de elementos de cada gênero musical. Ao meu ver, as músicas que sofreram mais alterações foram as da dupla sertaneja, o motivo não sei. Mas a canção que eu achei mais bacana mesmo foi o sucesso 'Evidências'.

Continuo achando que projetos como o 'Estúdio Coca Cola Zero' não acrescentam muito à música, mas acho que se for pra fazer, os próximos artistas devem se inspirar na união de Fresno e Chitãozinho Xororó.

Como disse meu amigo Rodolfo Braga, o popular Rodolfão. "É uma propaganda clara, eles não estão nem aí pra música, os caras só querem vender". Depois o hippie sou eu. Esse post foi uma homenagem a outro amigo meu, Élder Gomes Barbosa - fã da Fresno.


Evidências - Fresno e Chitãozinho e Xororó






"Quando eu digo que deixei de te amar
É por que te amo
Quando eu digo que não quero mais você,
É por que te quero

Eu tenho medo de te dar meu coração
E de confessar que estou nas tuas mãos
Mas não posso imaginaro que vai ser de mim
Se eu te perder um dia

Eu me afasto e me defendo de você,
mas depois me entrego
Faça tipo, falo coisas que eu não sou,
Mas depois eu nego

Mas a verdade é que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Para separar as nossas vidas

E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências, disfarçando as evidências
Mas para que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração

Eu sei que te amo,

Chega de mentiras
De negar meu desejo
Eu te quero mais do que tudo,
Eu preciso do teus beijos

Eu entrego a minha vida
Para você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim

Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade,
Que ainda você quer viver pra mim"

Maicou...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Podcast Sandália e Meia - Roberto Carlos 1971


Mais uma edição do podcast "Sandália e Meia - Jornalismo musical e opinião". Desta vez eu comento o disco do Rei Roberto Carlos lançado em 1971.

O disco traz sucessos como 'Detalhes', 'Debaixo dos caracóis de seus cabelos' e 'Amada Aamante'. Além disso, apresenta músicas consagradas, como é caso de 'Como dois e dois', 'Traumas' e 'Todos estão surdos'.

Este álbum marca um trabalho mais reflexivo de Roberto Carlos sem abandonar o romantismo - que é a principal característica de suas composições.

Este disco deixa explícito o amadurecimento do Rei que conseguiu manter-se popular sem estar alheio às coisas do mundo. Destaque para a capa do álbum a la "The Doors", aliás, vocês sabiam que o rei não tem uma perna?


Podcasting Sandália e Meia (Roberto Carlos - Roberto Carlos 1971)




01 - Detalhes
02 - Como dois e dois
03 - A Namorada
04 - Você não sabe o que vai perder
05 - Traumas
06 - Eu só tenho um caminho
07 - Todos estão surdos
08 - Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
09 - Se eu partir
10 - I love you
11 - De tanto amor
12 - Amada Amante

"Se um outro cabeludo aparecer
na sua rua
e isso lhe trouxer saudades minhas
a culpa é sua"


Maicou...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"Na madrugada iremos pra casa cantando"


O post de hoje é uma homenagem a um dos principais compositores da música brasileira e que no último dia 11 de outubro completaria 100 anos de idade.

Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, é considerado um dos principais sambistas brasileiros, ao lado de nomes como Noel Rosa e Ary Barroso.

Cantando uma composição do músico Candeia, Cartola imortalizou a sua versão de 'Preciso me encontrar', mas ele se destacou mesmo como compositor.

Cartola é autor de grandes sucessos como 'As rosas não falam', 'O mundo é um moinho', 'O Sol nascerá', 'Cordas de aço', 'Ensaboa Mulata' e outras que, se não são muito conhecidas, eu particularmente adoro, como 'Minha', 'Sala de recepção' e 'Senhora tentação'.


'Tive Sim' - Cartola





Regravado por vários artistas como Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Alcione, Marisa Monte, Ney Matogrosso, Cazuza, entre outros, Cartola moreu pobre e de maneira póstuma recebeu essas homenagens - destino comum a muitos artistas tupiniquins.

Com uma poesia bastante sincera e cheia de lirismo e excelentes arranjos, Cartola deixou pra sempre seu nome na história da música popular brasileira. Ele refletiu em suas músicas a própria vida e deixou explícito todo o seu sentimento.


'Peito Vazio' e 'O Sol Nascerá' - Cartola






"Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta

Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.

Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança

Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai

...

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

Fim da tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida"

Maicou...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O que foi que os Beatles não criaram?


Este post vai para todos os fãs de Beatles. Na verdade é a retomada de uma provocação antiga da equipe Sandália e Meia.

"Até que ponto vai o pioneirismo dos Beatles? Até que ponto eles são tão inovadores e representantes de um período?".

Na segunda edição do webtv "Sandália e Meia - Jornalismo Musical e Opinião", o nosso câmera man, Renan Cacossi, o popular Capô, fez uma crítica a essa idéia já perpetuada.

Afinal, tudo foi criado pelos Beatles? E se não foi gerado da mente dos quatro, ficou melhor depois que eles botaram os dedos?

Veja:

1 - Primeiros a fazer Videoclipes
2 - Primeiros a gravar Heavy Metal
3 - Primeiros a gravar um álbum progressivo
4 - Primeiros a comer manga com leite e sobreviver
5 - Primeiros a chamar a loira do banheiro sem sofrer danos

Acho que eu exagerei um pouco em alguns exemplos, mas veja o que o Câmera Capô, em 2007, falou sobre isso:

Sandália e Meia 2 - Parte 3





Retomei isso porque, de acordo com uma matéria publicada no portal UOL, há mais pessoas que pensam parecido com a gente. De acordo com o historiador britânico David Fowler, da Universidade de Cambridge, em seu estudo "A Cultura Jovem na Moderna Grã-Bretanha", nem Beatles, nem Rolling Stones foram tão essenciais para a cultura jovem da década de 60.

Ele vai mais longe em sua análise. "Eram jovens capitalistas que, longe de desenvolver uma cultura jovem, exploraram os jovens promovendo uma cultura de adoração cega dos admiradores, vozerio insensato e consumismo passivo entre os adolescentes", afirmou.

Continuando, "para Fowler, nem os Beatles nem os Rolling Stones estavam interessados em se tornar porta-vozes dos jovens de sua geração, e a única coisa que os interessava era vender discos", trecho extraído
do site .

Don't let me down - Beatles





Get Back - Beatles





O nosso raciocínio não é de desvalorização dos Beatles, mas a idéia é refletir à respeito de tudo que é falado sobre os rapazes de Liverpool. Acima de tudo, como diz Capô, eles são um fenômeno Pop, como é a Madonna, como foi o Michael Jackson, como vários outros serão, mas será que eles são tudo isso que a mídia pinta à respeito deles.

Os Beatles têm grandes músicas e excelentes trabalhos, mas será que eles não foram apenas os iluminados que conseguiram se sobressair em um movimento formado por grupos tão inspirados e, muitas vezes, mais experimentais? Fica a pergunta.


I've got a feeling - Beatles





All you need is love - Beatles






"Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say but you can learn how the play the game
It's easy

There's nothing you can make that can't me made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do but you can learn how to be you in time
It's easy

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

There's nothing you can know that isn't known
Nothing you can see that isn't shown
No where you can be that isn't where you're meant to be
It's easy

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

Love is all you need
Love is all you need"

Maicou...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Você é meu amigo de fé, meu irmão camarada"


Pois bem! Uma vez eu estava conversando com um amigo meu, o glorioso Mateus Felipe Pena Câmara, o popular Mateuzão, sobre algumas duplas.

Mas não me refiro a duplas profissionais, sertanejas ou coisas do tipo. A gente falava de associações como queijo e goiabada, pão e manteiga, Bebeto e Romário, Fred e Barnei, Keith Richards e drogas ou mesmo Mike Jaguer e filhos.

Em nossa música há clássicos exemplos de parcerias que deram e dão certo. Roberto e Erasmo Carlos, Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, Pedro Luís e a Parede, Rita Lee e Roberto de Carvalho são umas.

Outros exemplos são Paulo Ricardo e Luís Schiavon, Moraes Moreira e Galvão, Baby e Pepeu, Nando Reis e Cássia Eller, Caetano e Gil, Benegão e Marcelo D2 e, por fim mas não por último, Tom Jobim e Vivícius de Morais - se bem que Toquinho e Vinícius eram como unha e carne.


A Felicidade - Toquinho e Vinícius de Morais





Mas o que eu quero destacar neste post são as parcerias mais recentes. A nova geração de artistas da MPB brasileira vira e mexe se junta para uma apresentação aqui e acolá. Regravam composições de um, fazem músicas especialmente para o outro e, neste caminho, consolidam uma parceria.

Este é o caso de Maria Rita e Marcelo Camelo. Em seu primeiro álbum, a filha da cantora Elis Regina interpretou três canções do músico, na época, da banda Los Hermanos. 'Veja bem meu bem', inclusive, fazia parte do álbum 'Bloco do Eu sozinho', lançado pelo grupo carioca em 2001. 'Cara Valente' e 'Santa Chuva' foram as outras composições de Camelo presentes no disco de Maria Rita.

Em seu segundo trabalho, entitulado 'Segundo', Maria Rita regravou 'Casa pré-fabricada', também faixa do disco 'Bloco do Eu sozinho', e interpretou a canção 'Despedida', ambas de Marcelo Camelo. Os dois não pararam por aí e também subiram aos palcos prolongando a parceria.


'Carinhoso' e 'A outra' - Maria Rita e Marcelo Camelo





Mas essa geração dos anos 2000 é osso duro de roer. A idéia hoje em dia é de se fazer projetos - os quantos forem possíveis e necessários. É o caso de Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart). Os dois estão entre as principais revelações da música tupiniquim, como emergentes da cena independente e não perderam tempo.

Colocados como representates da música Folk brasileira, pelo menos da nova geração, os dois já estão com um projeto neste gênero musical e também já subiram ao palco para cantarem juntos.

The Last Time I Saw You - Mallu Magalhães & Helio Fanders





Há também as parcerias que são inevitáveis, pois na verdade são encontros. Mariana Aydar e Roberta Sá são dois nomes que, para o bem da nossa música e do samba, surgiram no Brasil mais recentemente. As duas também cantam juntas, esbanjam talento e mostram que rivalidade é coisa da época áurea do rádio com Martinha e Emilinha.

Eu sambo mesmo - Mariana Aydar e Roberta Sá






"Há quem sambe muito bem
Há quem sambe por gostar
Há quem sambe por ver os outros sambar

Mas eu não sambo para copiar ninguém
Eu sambo mesmo com vontade de sambar
Porque no samba eu sinto o corpo remexer
E é só no samba que eu sinto prazer

Há quem não goste de samba, não dá valor, não sabe compreender
O samba quente, harmonioso e buliçoso
Mexe com a gente e dá vontade de viver

A minoria diz que não gosta mas gosta
E sofre muito quando vê alguém sambar
Faz força, se domina, finge não estar
Tomadinho pelo samba, louco pra sambar"

Maicou...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"China made in Brazil"



O negócio é o seguinte. Não conheço muito bem o trabalho deste rapaz, mas vi algumas entrevistas, apresentações (ao vivo) e escutei algumas músicas compostas ou interpretadas por ele e gostei bastante. Seu nome é China, mas ele é daqui mesmo.

Por ser de Recife e ter se iniciado na música durante os anos 90, ele pode ser tachado de um músico do movimento 'Mangue Beat'. Sem desfazer da cena imortalizada por Chico Science, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e mais recentemente por Cordel do Fogo Encantado e Mombojó, mas, a meu ver, China também tem muito da Jovem Guarda.

Como ele mesmo disse, essa coisa de rotular é pra jornalista e na verdade seu som tem traços do maracatú, do samba, de eletrônico, do funk/rock, ou seja, tem muito do 'Mangue Beat'. Fica a dica, pois seria muita pretensão e ignorância da minha parte tentar rotular a música de China.

Uma coisa eu digo! Esta é uma ótima novidade, um trabalho muito bacana e o melhor, contra os produtos piratas lá da China você pode fazer o download dos trabalhos e assistir vídeos do China, gratuitamente, direto de seu website
. Outro detalhe importante é o casamento perfeito de seu sotaque com suas canções. Confira!

"Canção que não morre no ar" - China






"Sintonize o seu rádio
procure em alguma estação
se eu entrar nos seus ouvidos
acelero seu coração.

Mas não esqueça de mim
agora eu corro com o vento
você não pode me ver
me guarde no pensamento.

Minha voz vai se espalhar no ar
cada verso que eu cantar
os falantes te lembrarão
minha voz é canção que não morre no ar.

Nunca mais vou te deixar
pois agora sou uma canção"

Maicou...