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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Quem não é fã da Mallu Magallhães?"


Música de elevador, de sala de espera e também para se ouvir na cadeira do dentista. As canções de Mallu Magalhães no início são até cativantes, mas não dá pra tolerá-las por muito tempo.

Música para adolescentes, feita por uma adolescente. Muitos podem achar que estou ficando louco, mas a coloco lado a lado com os rapazes do Nx Zero, cujo apelo junto ao público "teen" é grande. A diferença fica em relação a qual público alvo eles atingem.

Mallu Magalhães foi o que o mercado tanto esperava. A garota prodígio que virou sucesso na internet. Identificação com o público, publicidade barata, novidade, música pop, porém não convencional - um prato cheíssimo.

Certa vez, participei de uma oficina ministrada por Patrícia Tavares, proprietária da produtora 'Do Brasil Projetos e Eventos'. Ela comentou que um dos motivos fortes para a cantora Érika Machado fazer parte de sua empresa foi o marketing que ela tinha em Belo Horizonte.

Érika Machado pode ser considerada a precurssora de Mallu, pois também tem uma história de auto-produção musical, mas com a mineira a coisa foi mais doméstica.

Mallu Magalhães é pop, isso não dá pra negar e, em menos de um ano de carreira, tem música em comercial e disco embutido em celular - "é mole?". Deixou a Maria Rita e seus Ipods (Lembra? 2005? Segundo álbum? Críticos?) no chinelo.

Será que Camelo só fará canções para a Mallu agora? IH... Coitada da Maria Rita. Se isso acontecer, aí eu acho "paia". Pra finalizar, quem vai consolar o Hélio do Vanguart, pois eu jurava que ele quem iria ganhar o coração da mocinha monossilábica.

Aliás, já passou da hora de ela começar a falar, contruir orações completas, usar conectivos etc. Isso que dá só tc pelo msn e deixar msg em fotologs, na hora de falar pra valer a coisa não rola; ou será que, como na música, ela só dá entrevista se for em inglês? Fica a dúvida.


Tchubaruba - Mallu Magalhães






"After all the weekend, in a supposed calm
Sunday afternoon
At the moment she could see the moon
When I saw her she was just crying, under my favorite tree

I talked to her and I was trying, to show her what she couldn't see

Behind the flowers in a light she found the sun
Behind the sad I showed her the life is really fun
With some nature together we admire the birds
Collected some different leaves
We realized how amazing the world is...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubaduba

Hey, ha, ho
There's no reason to hide
I could be kind a guide
I could be by her side

Yey, ya yo
She could be just with me
I would be grateful
I would feel... Yes I would feel really...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubaduba
You can tchubadubada

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, yes, you can tchubaduba
Yes you can tchubaduba

Hey, ha, ho
There's no reason to hide
I could be kind a guide
I could be by her side

Yey, ya yo
She could be just with me
And I would be grateful
‘Cause I would feel... Yes I would feel really...

If you come over I will say tchubaruba
If you are down, yes I will say, tchubaruba,
If you don't know where I am, I'll be tchubirubing,
If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubadubada"

Maicou...

Meu grande amigo e parceiro musical Renan Cacossi solicitou à minha pessoa que escrevesse este post sobre a Mallu Magalhães. Ela já tinha sido citada aqui algumas vezes, mas nunca falei sobre suas músicas. Na verdade, quis fugir da euforia "Magalhânica", mas ela parece não parar, tão pouco passar.

O post de hoje surge paralelamente ao supranoticiano "affair" entre a adolesente e o ex-Los Hermanos Marcelo Camelo (ou seria Campelo?), mas é óvio que não era sobre isso que eu ia falar.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Podcast Sandália e Meia - Roberto Carlos 1971


Mais uma edição do podcast "Sandália e Meia - Jornalismo musical e opinião". Desta vez eu comento o disco do Rei Roberto Carlos lançado em 1971.

O disco traz sucessos como 'Detalhes', 'Debaixo dos caracóis de seus cabelos' e 'Amada Aamante'. Além disso, apresenta músicas consagradas, como é caso de 'Como dois e dois', 'Traumas' e 'Todos estão surdos'.

Este álbum marca um trabalho mais reflexivo de Roberto Carlos sem abandonar o romantismo - que é a principal característica de suas composições.

Este disco deixa explícito o amadurecimento do Rei que conseguiu manter-se popular sem estar alheio às coisas do mundo. Destaque para a capa do álbum a la "The Doors", aliás, vocês sabiam que o rei não tem uma perna?


Podcasting Sandália e Meia (Roberto Carlos - Roberto Carlos 1971)




01 - Detalhes
02 - Como dois e dois
03 - A Namorada
04 - Você não sabe o que vai perder
05 - Traumas
06 - Eu só tenho um caminho
07 - Todos estão surdos
08 - Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
09 - Se eu partir
10 - I love you
11 - De tanto amor
12 - Amada Amante

"Se um outro cabeludo aparecer
na sua rua
e isso lhe trouxer saudades minhas
a culpa é sua"


Maicou...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Você é meu amigo de fé, meu irmão camarada"


Pois bem! Uma vez eu estava conversando com um amigo meu, o glorioso Mateus Felipe Pena Câmara, o popular Mateuzão, sobre algumas duplas.

Mas não me refiro a duplas profissionais, sertanejas ou coisas do tipo. A gente falava de associações como queijo e goiabada, pão e manteiga, Bebeto e Romário, Fred e Barnei, Keith Richards e drogas ou mesmo Mike Jaguer e filhos.

Em nossa música há clássicos exemplos de parcerias que deram e dão certo. Roberto e Erasmo Carlos, Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, Pedro Luís e a Parede, Rita Lee e Roberto de Carvalho são umas.

Outros exemplos são Paulo Ricardo e Luís Schiavon, Moraes Moreira e Galvão, Baby e Pepeu, Nando Reis e Cássia Eller, Caetano e Gil, Benegão e Marcelo D2 e, por fim mas não por último, Tom Jobim e Vivícius de Morais - se bem que Toquinho e Vinícius eram como unha e carne.


A Felicidade - Toquinho e Vinícius de Morais





Mas o que eu quero destacar neste post são as parcerias mais recentes. A nova geração de artistas da MPB brasileira vira e mexe se junta para uma apresentação aqui e acolá. Regravam composições de um, fazem músicas especialmente para o outro e, neste caminho, consolidam uma parceria.

Este é o caso de Maria Rita e Marcelo Camelo. Em seu primeiro álbum, a filha da cantora Elis Regina interpretou três canções do músico, na época, da banda Los Hermanos. 'Veja bem meu bem', inclusive, fazia parte do álbum 'Bloco do Eu sozinho', lançado pelo grupo carioca em 2001. 'Cara Valente' e 'Santa Chuva' foram as outras composições de Camelo presentes no disco de Maria Rita.

Em seu segundo trabalho, entitulado 'Segundo', Maria Rita regravou 'Casa pré-fabricada', também faixa do disco 'Bloco do Eu sozinho', e interpretou a canção 'Despedida', ambas de Marcelo Camelo. Os dois não pararam por aí e também subiram aos palcos prolongando a parceria.


'Carinhoso' e 'A outra' - Maria Rita e Marcelo Camelo





Mas essa geração dos anos 2000 é osso duro de roer. A idéia hoje em dia é de se fazer projetos - os quantos forem possíveis e necessários. É o caso de Mallu Magalhães e Helio Flanders (Vanguart). Os dois estão entre as principais revelações da música tupiniquim, como emergentes da cena independente e não perderam tempo.

Colocados como representates da música Folk brasileira, pelo menos da nova geração, os dois já estão com um projeto neste gênero musical e também já subiram ao palco para cantarem juntos.

The Last Time I Saw You - Mallu Magalhães & Helio Fanders





Há também as parcerias que são inevitáveis, pois na verdade são encontros. Mariana Aydar e Roberta Sá são dois nomes que, para o bem da nossa música e do samba, surgiram no Brasil mais recentemente. As duas também cantam juntas, esbanjam talento e mostram que rivalidade é coisa da época áurea do rádio com Martinha e Emilinha.

Eu sambo mesmo - Mariana Aydar e Roberta Sá






"Há quem sambe muito bem
Há quem sambe por gostar
Há quem sambe por ver os outros sambar

Mas eu não sambo para copiar ninguém
Eu sambo mesmo com vontade de sambar
Porque no samba eu sinto o corpo remexer
E é só no samba que eu sinto prazer

Há quem não goste de samba, não dá valor, não sabe compreender
O samba quente, harmonioso e buliçoso
Mexe com a gente e dá vontade de viver

A minoria diz que não gosta mas gosta
E sofre muito quando vê alguém sambar
Faz força, se domina, finge não estar
Tomadinho pelo samba, louco pra sambar"

Maicou...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"China made in Brazil"



O negócio é o seguinte. Não conheço muito bem o trabalho deste rapaz, mas vi algumas entrevistas, apresentações (ao vivo) e escutei algumas músicas compostas ou interpretadas por ele e gostei bastante. Seu nome é China, mas ele é daqui mesmo.

Por ser de Recife e ter se iniciado na música durante os anos 90, ele pode ser tachado de um músico do movimento 'Mangue Beat'. Sem desfazer da cena imortalizada por Chico Science, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e mais recentemente por Cordel do Fogo Encantado e Mombojó, mas, a meu ver, China também tem muito da Jovem Guarda.

Como ele mesmo disse, essa coisa de rotular é pra jornalista e na verdade seu som tem traços do maracatú, do samba, de eletrônico, do funk/rock, ou seja, tem muito do 'Mangue Beat'. Fica a dica, pois seria muita pretensão e ignorância da minha parte tentar rotular a música de China.

Uma coisa eu digo! Esta é uma ótima novidade, um trabalho muito bacana e o melhor, contra os produtos piratas lá da China você pode fazer o download dos trabalhos e assistir vídeos do China, gratuitamente, direto de seu website
. Outro detalhe importante é o casamento perfeito de seu sotaque com suas canções. Confira!

"Canção que não morre no ar" - China






"Sintonize o seu rádio
procure em alguma estação
se eu entrar nos seus ouvidos
acelero seu coração.

Mas não esqueça de mim
agora eu corro com o vento
você não pode me ver
me guarde no pensamento.

Minha voz vai se espalhar no ar
cada verso que eu cantar
os falantes te lembrarão
minha voz é canção que não morre no ar.

Nunca mais vou te deixar
pois agora sou uma canção"

Maicou...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

"O mundo vai acabar e ela só quer dançar!"


A MTV chegava ao modelo desejado, mas ela não imaginava que uma aposta daria tão certo quanto a realizada em 2000. ‘Acústico MTV – Capital Inicial’.

O projeto ressussitou a banda brasiliense, ressussitou Kiko Zambianch, ressussitou canções e as transformou em “Hits”. Desafio alguém que não tenha escutado a pegajosa 'Natasha', ou a melodramática 'Primeiros Erros', ou mesmo a balada romântica 'Tudo que vai'.


Este disco provou para a equipe da MTV que não era preciso um grande investimento para se obter um resultado financeiramente satisfatóio.

A idéia é apostar no violão - que se transformará em vários luais, rodinhas de violão pelo país e em buscas nos sites de cifras na internet – no banquinho, no clima intimista e, principalmente, nos sucessos.


Tudo que vai – Capital Inicial





Outra vertente que estimula o gosto pelos acústicos MTV é a busca constante, do público adolescente e pré-adulto, por identidade. Este formato transmite a falsa idéia de que conhecendo os principais sucessos de um artista você se tornará fã dele e, a partir daí, irá incorporar o sentimento de pertencimento a um grupo. Doce ilusão, mas funciona.

Na verdade é mais fácil encontrar fãs de acústicos do que dos artistas, eu chamo isso de preguiça e oportunismo.

Um certo alguém / Último Romance – Lulu Santos





A emissora musical abriu mão de músicos mais antigos e passou a investir em nomes da década de 80 e até 90. Nesse momento o projeto passou a ser criticado sob o ponto de vista dos arranjos. Os artistas deixaram de lado a preocupação com as versões e se importaram apenas em tocar com os instrumentos acústicos de uma maneira mais contida.

No ‘Acústico MTV - Lulu Santos’ há uma contradição. O seu violão estava ligado a um pedal de efeito. Era um efeito simples, mas e a idéia do “unplugged”? O disco, definitivamente, não empolgou e foi sustentado pelos sucessos.


Partido Alto – Cássia Eller





O ‘Acústico MTV – Cássia Eller’ marca o auge da carreira da intérprete. Talvez por isso, o álbum conseguiu driblar algumas noções cristalizadas do projeto. O disco tem algumas canções e versões de destaque, muito pelo talento da cantora que faleceu em meio à divulgação deste trabalho.

A partir deste disco duas noções do formato ganharam corpo e se perpetuaram. A substituição da orquestra por quatro ou cinco cordas e a equalização sonora padrão.

Lanço um desafio: Escute alguns acústicos e você terá a impressão que se trata da mesma banda tocando, só muda o repertório. Solos parecidos, arranjos musicais sem graça e iguais, timbres repetitivos, ou seja, o fordismo incorporado à música.

Os alquimistas estão chegando – Jorge Benjor





A MTV havia se esquecido de um ícone da música popular brasileira e em 2002 lançou o ‘Acústico MTV – Jorge Benjor’. O projeto serviu mais como uma homenagem, pois a sonoridade passou longe da que consagrou o criador do gênero samba-rock.

Como já havia acontecido no show da Cássia Eller foi incorparado ao show alguns violinos, outras cordas e alguns metais, mas sem muito impacto positivo aos arranjos.


Baba Baby – Kid Abelha





Nada Sei – Kid Abelha





Na onda de se investir em bandas da década de 80 e 90, a MTV lançou os ‘Acústico MTV – Kid Abelha’ e o ‘Acústico MTV – Cidade Negra’. O capricho que sobrou na decoração, na produção visual dos especiais, mais uma vez, faltou na sonoridade.

Os dois discos soam muito parecidos. Em ambos há, apenas, a simples transposição das canções de estúdio para violões, baixolão, baqueta estilo vassorinha e todo mundo sentado. Os álbuns são irritantes, chatos e depois de escutados pela quinta vez já dão a vontade de jogá-los pela janela.


Doutor – Cidade Negra





Fullgás – Marina Lima





O ‘Acústico MTV – Marina Lima’ foi outra aposta da emissora musical, mas, como outros projetos, serviu como registro e para lançar a cantora e compositora de volta à mídia. O disco tem alguns pontos interessantes, como a participação do produtor musical Liminha em ‘Fullgás’, a versão de ‘Charme do Mundo’ com Fernando Porto e a regravação de ‘Pessoa’. Fora isso o disco é comum, não é ruim, mas passa longe de ser bom.

Com certeza, em 2003, o ‘Acústico MTV – Charlie Brown Jr.’ deu o que falar. Consolidou a banda no cenário da música pop, mas também trouxe uma série de contradições. Chorão e seus amigos utilizaram efeitos nas canções e 90% delas não foram rearranjadas. “Ora bolas! O acústico agora é só tocar com violão?”. Pelo visto a MTV só se preocupou em tentar manter o Chorão sentado pelo maior tempo possível.


Zóio de Lula – Charlie Brown Jr.






"Tirou a roupa
Entrou no mar
Pensei: Meu Deus!
Que bom que fosse
Tu me apresenta
Essa mulher
Meu irmão te dava
Até um doce

Sem roupa ela é demais
Também por isso
Eu creio em Deus
Meu Bom, Meu Deus
Meu Bom, me trás...

Ainda bem que eu trouxe
Até meu guarda-sol
Tenho toda tarde
Tenho a vida inteira

Já se foi aquele tempo
Da ladeira, irmão!
Já que se foi aquele tempo
Da ladeira, irmão!

Meu escritório é na praia
Eu tô sempre na área
Mas eu não sou
Da tua láia, não!

Meu escritório é na praia
Eu tô sempre na área
Mas eu não sou
Daquela láia, não!

Então!

Deixe viver, deixe ficar
Deixe estar como está
Deixe viver, deixe ficar
Deixe estar como está...

Meu Deus me dê um motivo
Pois eu pago tanto mico
Ela me ignora
Na esperança eu ainda fico

Eu tô fritando aqui
Vou entregar
Não agüento mais
Mas se eu não falar hoje
Talvez nunca a veja mais...

O dia passa
Horas se estendem
As pessoas ao redor
Nunca me entendem...(2x)

Então!

Deixe viver, deixe ficar
Deixe estar como está
Deixe viver, deixe ficar
Deixe estar como está...(2x)

Aheeeeeeeeeeeeeeê!

O dia passa
Horas se estendem
As pessoas ao redor
Nunca me entendem...(2x)

Tirou a roupa
Entrou no mar
Pensei: Meu Deus!Que bom que fosse
Tu me apresenta
Essa mulher
Meu irmão te dava
Até um doce

Sem roupa ela é demais
Também por isso
Eu creio em Deus
Meu Bom, meu Deus
Meu Bom, me trás...

Ainda bem que eu trouxe
Até meu guarda-sol
Tenho toda a tarde
Tenho a vida inteira

Já se foi aquele tempo
Da ladeira, irmão!
Já que se foi aquele tempo
Da ladeira, irmão!

Meu escritório é na praia
Eu tô sempre na área
Mas eu não sou
Da tua láia, não!

Meu escritório é na praia
Eu tô sempre na área
Mas eu não sou
Daquela láia, não!

Então!

Deixe viver, deixe ficar
Deixe estar como está
Deixe viver, deixe ficar
Deixe estar como está...(2x)

Aheeeeeeeeeeeeeeê!
Aheeeeeeeeeeeeeeê!
Aheeeeeeeeeeeeeeê!"

Maicou...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Podcast Sandália e Meia - Gal Costa 1969


Esta edição do podcast Sandália e Maia fala sobre o primeiro disco solo dela que é conhecida como"a maior cantora do Brasil", Gal Costa. Este álbum marca o iício da carreira desta baiana e traz pérolas da música popular brasileira em grandes interpretações.

Lançado wm 1969, este LP traz marcas do movimento tropicalista e também da Jovem Guarda, sem falar nas agitações e efervescências derivadas dos movimentos sociais do ano anterior, no Brasil e no mundo. O disco tem composições de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Roberto e Erasmo Carlos. Vale à pena conferir.


Podcasting Sandália e Meia (Gal Costa - Gal Costa 1969)





01 - Não Identificado
02 - Sebastiana
03 - Lost in the Paradise
04 - Namorinho de Portão
05 - Saudosismo
06 - Se você Pensa
07 - Vou Recomeçar
08 - Divino, Maravilhoso
09 - Que Pena
10 - Baby
11 - A coisa mais linda do mundo
12 - Deus é amor

"Eu vou fazer uma canção pra ela
Uma canção singela, brasileira
Para lançar depois do Carnaval..."

Maicou...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Acústico MTV - "As flores de plástico não morrem"!


Um dos temas mais comentados por mim, o acústico MTV, volta a ser assunto neste blog. "Quem nunca ouviu alguma canção gravada no formato desplugado"?

Seja nas rádios, seja em Mp3, seja em CD, seja em rodinhas de violão, este fenômeno já tomou conta do país. Os principais nomes da música pop tupiniquim já se renderam ao banquinho e ao clima "intimista" desta produção da MTV Brasil.

No início, o empreendimento seria apenas um programa de emissora musical. Ele exibiria shows dos principais artistas brasileiros sem todos os aparatos eletrônicos e bem próximo aos fãs. Em 1992, a banda responsável por inaugurar a atração foi a Legião Urbana.

O trio liderado por Renato Russo tocou músicas dos discos lançados até aquele momento, inclusive algumas faixas do recém lançado V (Cinco). Além disso, os rapazes executaram três versões de músicas em inglês. A apresentação foi bastante simples - apenas dois violões e uma bateria – e nem contou com requinte decorativo.


Índios - Legião Urbana





O disco ‘Acústico MTV – Legião Urbana’ foi lançado apenas 1999 quando o potencial mercadológico do formato acústico começou ganhar espaço. "Mas como isso começou"? A MTV Brasil queria, através deste programa, atrair um novo público para o canal. Talvez um público mais velho ou o público de artistas da década de 70 e da MPB.

A intenção era investir em um projeto grandioso e impressionante. Os maiores cantores brasileiros acompanhados de uma orquestra, interpretando canções em um formato inédito. O fato de se apresentarem sentados para uma platéia restrita, também sentada, daria o ar de sofisticação e intimidade que o formato pretendia transmitir.


Não Identificado – Gal Costa





O ‘Acústico MTV – Gal Costa’ vai nessa onda e mostra todo o capricho na produção de tal espetáculo. Nesta versão de ‘Não Identificado’, composição de Caetano Veloso, gravada por ela em 1968 há uma mostra da grandeza que envolvia o show.

A mescla de instrumentos eruditos, como o contra-baixo acústico, os violinos, os violãocelos, o piano, ao intrumento mais popular do Brasil que é o violão era e ainda é o charme do Acústico MTV. É um "mix" de possibilidades, quse um abraço entre o imaginário e o que está ao alcance das mãos.

Expresso 222 – Gilberto Gil





Seguindo a mesma tendência, o ‘Acústico MTV – Gilberto Gil’ contou com o renome de um dos principais compositores e artistas desta nação tropical. Por falar nisso, os tropicalistas, aparentemente, eram o foco da sucurssal brasileira da emissora para o sucesso de tal projeto.

Outra coicidência era o gosto pelos baianos, pois outro músico consagrado a gravar canções no formato desplugado foi o “ex-novo baiano” Moraes Moreira. Em seu acústico ele cantou sucessos como ‘Acabou Chorare’, ‘Pombo Correio’ e ‘Mistério do Planeta’.

Flores – Titãs (Participação: Marisa Monte)





Mas o verdadeiro “BOOM” deste formato, deste programa, desta idéia, e o responsável por tornar tudo isso uma tendência foi o famigerado 'Acústico MTV – Titãs', popularmente chamado de 'Titãs Acústico'. Com participações especiais de artistas como Marisa Monte, Fito Paes, Marina Lima e Rita Lee, o álbum conquistou o país com os sucessos ‘Flores’, ‘Prá dizer adeus’, ‘Homem Primata’, ‘Os cegos do Castelo’, ‘Comida’ entre outros.

O especial foi lançado em CD e tornou-se um sucesso de crítica, público e, principalmente, vendas. Foi surpreendente, para muitos, ver uma banda consagrada por fazer um som mais agressivo, mais pesado, com fortes influências punks e eletrônicas, tocar com violões, baixolão, todos muito bem comportados em seus banquinhos – já que suas apresentações eram pra lá de agitadas.

O disco não só deu novo gás, deu evidência e trouxe o grupo de volta ao mercado, como alavancou o formato acústico como um excelente produto que só precisava ser lapidado. Ao meu ver, foi para o desenvolvimento desse ideal, a partir do sucesso deste álbum, que os homens fortes da MTV Tupiniquim direcionaram seus planos.


Luz del Fuego – Rita Lee (Participação: Cássia Eller)





A primeira tentativa parecia tentar manter a idéia inicial. Foi convocada a principal representante mulher do rock nacional para esta missão. 'Acústico MTV – Rita Lee' fez relativo sucesso, agradou o público, mas ainda não alcançava o fenômeno titânico anterior.

Com participações de Cássia Eller, Paula Toller, os próprios Titãs e Milton Nascimento, o álbum traz os sucessos ‘Mania de Você’, ‘Desculpe o Auê’, ‘Doce Vampiro’, ‘Flagra’, ‘Balada do Louco’ e ‘Lança Perfume’.

Não faltaram músicas aclamadas e acredito que foi isso que sustentou a repercussão positiva do CD, pois as versões anteriormente gravadas eram superiores. “Mas o que fazer para corrigir isso?” – Ingadaram os empresários e produtores da MTV Brasil.


Além do Horizonte – Robertos Carlos





Uma cartada da emissora musical foi chamar para seu time desplugado o rei, ele mesmo, Roberto Carlos (Inclusive, vocês sabiam que ele tem uma perna mecânica?). O 'Acústico MTV – Roberto Carlos' foi envolvido por muita polêmica por vossa majestade ter um contrato de exclusividade com a Rede Globo de televisão.

A MTV Brasil tentou dar um clima mais jovem ao show com a participação de Samuel Rosa do ‘Skank’ em ‘É proibido fumar’ e Toni Beloto em ‘É preciso saber viver’. Tal qual o acústico de Rita Lee, o álbum foi sustentado pelos sucessos já citados e ‘Por isso corro demais’, ‘Todos estão surdos’, ‘Emoções’, ‘Detalhes’ e ‘O Calhambeque’. “Já convidamos a Rainha do Rock e o Rei da música, o que falta?” – Pensavam todos da Music Television Brasil.

Carícias - Art Popular





A emissora fez uma aposta no pagode como uma forma de atrair mais público para o canal e, também, como uma maneira de aproveitar a onda do gênero no país - na época. O ‘Acústico MTV – Art Popular’ foi muito bem produzido, foi bastante caprichado, mas passou longe das espectativas mercadológicas tanto do grupo quanto da MTV Brasil.

O 'Acústico MTV – Paralamas do Sucesso' parece ter conseguido mostrar o que é preciso para o formato acústico. Tal qual o especial dos Titãs, o disco dos Paralamas apresenta uma banda da década de 80 interpretando versões muito diferentes das originais, em arranjos feitos especialmente para o álbum.

A produção caprichosa do figurino (todos de vermelho) casada com a decoração sofisticada deram o ar da graça desse show. O sucesso da Legião Urbana ‘Que país é esse’ foi o carro chefe’ que puxou hits como ‘Selvagem’, ‘Caleidoscópio’, ‘Lorinha Bom Bril’ e o pout porri ‘I feel Good / Sossego’ de James Brown e Tim Maia respectivamente.


A partir daí foi aberto o caminho para a MTV Brasil chegar à formula de sucesso esperada, mas essa história é reservada a outro capítulo. Não perca!


Meu Erro – Os Paralamas do Sucesso (Participação: Zizi Possi)






"Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas

Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado

Bastaria
Oh meu deus era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais

Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros

Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás



Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado

Bastaria
Oh meu deus era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais"

Maicou...

Continua...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Kiss... o Secos e Molhados yankee?


De volta com a brincadeira "Fulano, o Cicrano brasileiro", eu falo hoje sobre um grupo da década de 70 que fez história e até hoje deixa saudades em seus fãs órfãos. Em apresentações pra lá de performáticas, ele executa músicas animadas, que falam sobre amor e também o bom e velho rock and roll.

Mas o que imortalizou este grupo na memória de todos foi a maquiagem. Não estou falando do Pablo do programa "Qual é a música", nem, infelizmente, da Ellen Roche. Com pinturas faciais que caracterizavam e deixavam anônimos os músicos esta banda fez muito sucesso.

Você sabe de quem estou falando? Seria o Secos e Molhados, o Kiss brasileiro? Opa, peraí! Não seria o Kiss, o Secos e Molhados estados-unidense?

Flores Astrais - Secos e Molhados





Plaster Caster - Kiss





Reza a lenda que, ao contrário do que se vê muito hoje, foram os rapazes de lá, os yankees dos Estados Unidos que copiaram o estilo de Ney Matogrosso e sua turma. Ponto para os brazucas, que com uma simples idéia conseguiram causar bastante impacto.

Tá certo que o impacto também era sonoro, pois as duas bandas são muito boas, mas não é todo dia que a gente vê três homens rebolando, um cara cantando absurdamente bem e agudo com penas pelo corpo.

Por outro lado, não é todo dia que a gente vê uma língua monstruosa saindo da boca de um baixista, nem um show pirotécnico espetacular com uma grande banda acompanhando ao vivo.

Sangue Latino / O Vira - Secos e Molhados





Hard Luck Woman - Kiss





Mas a verdade é que os grupos tem muitas diferenças, principalmente sonoras. Os brasileiros têm músicas existêncilistas, críticas, com forte traço regional e acústico. O Secos e Molhados brinca com o lado fantasioso e discute os mistérios da vida.

A banda beijo, por sua vez, faz o rock tradicional. Com a temática, mulher, som, festa, o Kiss passa a sua mensagem de energia, sentimento e muita euforia. Seria o Kiss, o Secos e Molhados estados-unidense?


Amor - Secos e Molhados





Rock and Roll all Night - Kiss






"Leve como leve pluma.
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.

Ah, simples e suave coisa.
Suave coisa nenhuma.
Suave coisa nenhuma

Sombra silêncio ou espuma.
Nuvem azul
Que arrefece.

Simples e suave coisa.
Suave coisa nenhuma.
Que em mim amadurece

...

You show us everything you've got
You keep on dancin' and the room gets hot
You drive us wild, we'll drive you crazy

You say you wanna go for a spin
The party's just begun, we'll let you in
You drive us wild, we'll drive you crazy

You keep on shoutin', you keep on shoutin'

I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day

You keep on saying you'll be mine for a while
You're lookin' fancy and I like your style
You drive us wild, we'll drive you crazy

You show us everything you've got
Baby, baby that's quite a lot
And you drive us wild, we'll drive you crazy

You keep on shoutin', you keep on shoutin'

I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll all night and party every day
I wanna rock and roll"

Maicou...

sábado, 30 de agosto de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Quebra Cabeça


E aí galera! O podcasting de hoje é sobre um disco de Hip-hop. O álbum "Quebra Cabeça", de Gabriel o Pensador, consolidou o nome do rapper como um dos principais artistas do gênero no país. O disco é repleto de hits e fez bastante sucesso.

Com uma caprichosa produção, samplers muito bem aproveitados e ótimas parcerias, como Barão Verrmelho, Lulu Santos e Blitz, o Quebra Cabeça não é só um CD de Rap e Hip-Hop. É um ótimo exemplar de música pop de qualidade, com traços que vão do rock até o samba (Vide a dança do desempregado).


Podcasting Sandália e Meia (Gabriel o Pensador - Quebra Cabeça)





01 - Pátria que me pariu
02 - 2345meia78
03 - Cachimbo da paz
04 - Sem saúde
05 - Prá onde vai?
06 - En la casa
07 - + 1 Dose
08 - Dança do desempregado
09 - Eu e a tábua
10 - Bala perdida
11 - Festa da música
12 - O sopro da cigarra

"AAAAAAhhhhhhhhhh...
Isso é tentação do capeta
Cala a boca mulher...
Vem fazer um canguru perneta!"

Maicou...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Isso que é uma Falcatrua da boa!


Você já ouviu falar da banda Falcatrua? Conheci esse grupo em meados de 2005 através do programa "Alto Falante" da Rede Minas. O quarteto mineiro mistura rock, funk, samba e pop. Suas letras são recheadas de ironia e é disso que o povo gosta! Tem gente que ainda gosta.

O que chamou a atenção no primeiro momento foi a experimentação sonora, as roupas de "leiteiros" ou operários - "sei lá" - e a performance corajosa do vocalista André Miglio. Ele constrói um palanque com cadeiras e as escala para, no alto delas, cantar um trecho da canção "Homem.com".


Homem.com - Falcatrua





Como o áudio não está dos melhores e a letra é algo muito importante nesta música, aí está para você acompanhar. Uma nítida crítica à modernidade, à globalização e à sociedade de consumo.

O homem.com cada vez mais recursos de comunicação
Se esquece da relação.consigo mesmo

A preguiça se instalou na sociedade do capital
E a ansiedade abafou o trabalho manual viceral

O mundo se informou, indecisão, muita opção, delete!
A maior parte da população não tem opção
(bis)

A indiscrepância social é o resultado
Dessa atual conjuntura global planetária!

Na qual todos podem tudo,
Mas ninguém tem nada!


Velha Roupa Colorida - Falcatrua





Esta é uma versão da banda para a canção de Belchior, Velha Roupa Colorida. Esse arranjo se aproxima mais daquele interpretado por Elis Regina, mas com os elementos que compõem a sonoridade "falcatruniana".

O Falcatrua é formado por Anderson Guerra na guitarra, Danilo Guimarães no baixo, Carioca na bateria e, o já citado, André Miglio no vocal.


Tirando as coisa ruim - Falcatrua





O grupo se apresenta bastante na cena independente, onde tem muito destaque. Ao lado de bandas como Móveis Coloniais de Acajú, Vanguart e outras que me fogem a lembrança, o Falcatrua ajuda a redefinir a música brasileira a partir de uma perspectiva inversa.

Como assim? O movimento parte de baixo para cima, de fora para dentro, da periferia para o centro. Neste momento a cena independente se auto-alimenta e se mantém, sem luxo, sem lixo e repleta de possibilidades.

A alternativa à crise do mercado fonográfico é apresentada todo fim de semana através de festivais, da disponibilização de arquivos no formato mp3 e em CDs comercializados em barraquinhas após os shows. As grandes gravadoras é que parecem não querer dar o braço à torcer

Pechincha - Flacatrua






"De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar.

Quanto é que custa uma mente sã e quanto vale sua consiência.

Quantas vidas vendem na televisão
Como vísceras de visão
Quantos amigos vêm e quantos se vão
Quantos sonhos se metamoforsearão.

Pra que chorar o preço da felicidade
Querendo levar vai ter que pechinchar"

Maicou...

sábado, 23 de agosto de 2008

Deixa o verão pra mais tarde


Uma das minhas músicas favoritas dos Los Hermanos chama-se "Deixa o Verão". Composição de Rodrigo Amarante (Foto), ela faz parte do disco "Ventura", lançado em 2003.

O bacana da canção é o deboche. Tudo nela é despretencioso - a letra, o tema, a forma de abordar, a harmonia, a interpretação de Rodrigo. Daí vem a graça, o algo mais.

Como eu já li certa vez, não me lembro se foi declaração do Amarante, é uma canção sobre preguiça, vontade de não fazer nada, não se preocupar com as coisas, deixar pra lá, deixar o verão pra mais tarde.

É como diz Galvão (Novos Baianos) - "A gente pensa muito em fazer as coisas legais e às vezes 'embanana' tudo. Mas só a gente parar e deixar pra lá que tudo volta a ser feito legal, só porque a gente deixou pra lá. O deixar pra lá é quente".


Mariana Aydar - Deixa o Verão





Esta versão da intérprete Mariana Aydar reforça a intenção da música, o vídeoclipe então, nem se fala. Apesar de eu preferir a gravação dos "Irmãos", "Deixa o Verão" na voz de Mariana ganhou muito charme, só faltou a idéia do "deixar pra lá".

A música, tocada pelos Los Hermanos", tem um pouco daquelas canções de circo, uma pegada de guitarra bacana e um clarinete marcante - sem falar na voz arrastada do Amarante. No mais o refrão são só ruídos, quase gemidos de quem não quer acordar ou sair do sofá.


Los Hermanos - Deixa o Verão






"Deixa eu decidir se é cedo ou tarde
Espere eu considerar
Ver se eu vou assim chique à vontade
Igual ao tom do lugar

Enquanto eu penso você sugeriu
Um bom motivo pra tudo atrasar
E ainda é cedo pra lá
Chegando às 6 tá bom demais
Deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah


Não to muito afim de novidade
Fila ou banco do bar
Considere toda a hostilidade
Que há da porta pra lá

Enquanto eu fujo você inventou
Qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
Esse sofá ta bom demais
deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah

E eu digo "cá" entre nós
Deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah"

Maicou...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Terra


E aí pessoal! Já vestiram sandália e meia? Hoje eu coloco à disposição de vocês o podcasting "Sandália e Meia" sobre o disco "Terra" do trio Sá, Rodrix & Guarabira. Um dos discos mais importantes da música brasileira e o primeiro que eu conheci dos três.

Como já é característico do trio eles abordam bastante a temática campestre. Com ironia, deboche, bom humor e espírito boêmio, eles formam uma obra rica em detalhes e simples ao mesmo tempo. Talvez isso seja o que muitos chamam de sofisticação.


Podcasting Sandália e Meia (Sá, Rodrix & Guarabira - Terra)





01 - Os anos 60
02 - Desenhos no jornal
03 - Mestre Jonas
04 - Blue Riviera
05 - Adiante
06 - Pindurado no Vapor
07 - O pó da estrada
08 - O Brilho das pedras
09 - Até mais ver


"E ele diz que está comprometido
E ele diz que assinou o papel
que vai mantê-lo dentro da baleia até o fim da vida
Até subir pro céu"

Maicou...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Diálogo - Sinal Fechado (Paulinho da Viola)


- Olá Pessoal!
- Boa noite, bom dia, não importa!

- Não importa o que eu tenho a dizer, mas não posso evitar de contar

- Já passei dos 20 poucos anos
- Já passou das 22 horas
- Já passou, já passou, não esqueci da conversa esperando o sinal

- Um sinal para nos encontrar
- Um reencontro escrito por deuses
- Uma história repleta de indícios ou só coincidência

- Coincidência, pode ser acaso,
- Quem sabe... acaso
- Um caso


Samba da Rosa / Sinal Fechado / Mais um Adeus - Toquinho





- Na TV a verdade é novela
- Quem é refém de quem afinal?
- Se a vida nas grandes cidades são cheias de escravos

- Um retrato no vidro fumê
- E a pressa de quem vai a cem
- 100 por hora, sem tempo para uma conversa de esquina

- Uma sina estes desencontros
- Sem razão, nem motivo aparente
- Sem um beijo de despedida ou um aperto de mão

- Só fumaça de gasolina
- Cortina
- De Pó

Sinal Fechado / Transversal - Elis Regina





- Até mais, até mais outro dia
- Obrigado não deixe de ler
- Afinal não é sempre que este sinal é fechado pra nós

- Tenho ouvido muitos discos
- Conversado com quase ninguém
- Só Rodrix, Antônio José, Paulinho e a sua viola

- Não é sempre que saio de casa
- Tão pouco pra conversar
- Aproveito o semáforo e vejo se encontro os amigos

- Bons amigos

- Que aquela luz verde
- Impediu


Sinal Fechado - Paulinho da Viola






"Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...

Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)

Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...

Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus..."

Maicou...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Novos Baianos F.C.


Mais uma edição do podcasting "Sandália e Meia - Jornalismo Musical e Opinião". Desta vez eu comento o disco Novos Baianos Futebol Clube. O álbum, lançado em 1973, é uma das principais obras do grupo da década de 70 e trava uma disputa simbólica com o "Acabou Chorare" pelo título de melhor disco dos Novos Baianos.

Na comunidade do
orkut, você pode votar no seu preferido. Esse álbum mescla o samba, o choro, o rock e uma porção de coisas. Com letras belíssimas e arranjos bastante caprichosos, esse disco é que posso chamar de sensacional.

Podcasting Sandália e Meia (Novos Baianos - Novos Baianos F.C.)





01 - Sorrir e cantar como Bahia
02 - Só se não for brasileiro nessa hora
03 - Cosmos e Damião
04 - Samba da minha terra
05 - Vagabundo não é fácil
06 - Com qualquer dois mil réis
07 - Os pingo da chuva
08 - Quando você chegar
09 - Alimente
10 - Dagmar


"Vá se arranque da minha janela
Assim é tomar a frente do Sol
Tá pensando que tudo é futebol?"

Maicou...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Tudo é divino maravilhoso



Lançado em 1976, o disco “Alucinação”, do cearense Belchior, começa com a canção “Apenas um rapaz latino americano”.

Talvez, essa música seja o maior sucesso do cantor e compositor nordestino, mas não é bem sobre ele que eu vou falar hoje.

A canção traz um mistério que talvez não seja novidade para alguns, mas que outros não devem fazer idéia.

Eu mesmo não sei se consigo decifrá-lo, mas tentarei. Logo no início de “Apenas um rapaz latino americano” aparece o trecho:

“Mas trago de cabeça uma canção do rádio
Em que um antigo compositor baiano me dizia
Tudo é divino, tudo é maravilhoso”

Certa vez, ouvindo a canção “Eu sou o caso deles” dos Novos Baianos, um grande amigo meu perguntou se não seria essa a música a qual Belchior fazia referência. Eu não tinha resposta, mas respondi - “quem sabe?”.


Eu sou o caso deles – Marisa Monte e Novos Baianos





A música foi composta por dois baianos - Morais Moreira e Galvão - e no refrão há um trecho que levanta a suspeita do ouvinte:

“Eu sou o caso deles,
sou eu que esquento a vida deles
no fundo, no fundo
coloco os velhos no mundo,
boto na realidade
mostro a eternidade
Senão eles pensavam
que tudo era divino maravilhoso”

Resolvido o mistério e acabada a dúvida? Não! Pois era um trecho muito curto e ainda não tirava a pulga de trás das nossas orelhas.

Até que, recentemente, eu escuto a canção “Divino Maravilhoso”. Composta pelos baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil, a música foi eternizada na voz de Gal Costa durante o Festival da Canção de 1968.

Uma mensagem de alerta não apenas à juventude, mas a todos em um período de ditadura militar. Não tenho certeza se essa é a supracitada canção que Belchior trás na cabeça, mas que tem tudo pra ser ela a isso tem.

Infelizmente o áudio do vídeo da Gal Costa cantando a canção não está muito bom, mas essa versão do grupo “Chicas” para o programa Som Brasil ficou bem bacana.


Divino Maravilhoso – Chicas





"Atenção ao dobrar uma esquina
Uma alegria, atenção menina
Você vem, quantos anos você tem?
Atenção, precisa ter olhos firmes
Pra este sol, para esta escuridão
AtençãoTudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão

É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte (2x)

Atenção para a estrofe e pro refrão
Pro palavrão, para a palavra de ordem
Atenção para o samba exaltação
AtençãoTudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão

É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte (2x)

Atenção para as janelas no alto
Atenção ao pisar o asfalto, o mangue
Atenção para o sangue sobre o chão
AtençãoTudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão

É preciso estar atento e forte"

Maicou...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Músicas de ouro


Hoje, oficialmente, começaram os jogos olímpicos de Pequim. Durante dezesseis dias, atletas de todas as partes do mundo disputarão as medalhas de ouro, prata e bronze em diversos esportes e modalidades.

É claro que alguns serão meros coadjuvantes, mas o que vale é o espírito olímpico e a integração entre os povos. Também é evidente que nem todos encaram desta maneira, mas já é um começo.

Com o intuito de difundir a paz, o respeito, a amizade e este danado espírito olímpico é que os jogos são repletos de músicas que buscam simbolizar os nobres valores e anseios já citados.

Quem teve a oportunidade de acompanhar a cerimônia de abertura acompanhou um espetáculo fantástico. Luzes, cores, organização, disciplina, capricho, beleza, emoção, sutileza, surpresas, dança e música.


Welcome to Beijing





Esta canção fez parte da divulgação dos jogos. Um convite para as pessoas do planeta conhecerem Pequim a partir das Olimpíadas. Isto mostra que as canções olímpicas não têm apenas o objetivo de emocionar, de motivar ou outra coisa qualquer. A propaganda, aqui também, é a alma do negócio.

Os jogos olímpicos de 2008, em Pequim, fazem parte do projeto Chinês de “abertura” para as outras nações do mundo. Tudo isso é bem claro no esforço do país no preparo dos jogos e na composição de músicas e slogans referentes a eles.

Curioso como a canção distancia-se das referências musicais orientais e abraça a música pop – ocidental, numa espécie de tentativa chinesa de abraçar o ocidente. Todo esse processo indica para uma adaptação visando a inserção em um cenário globalizado – “e olha a padronização aí, mas até que o clipe ficou muito simpático”.


Reach





Para os jogos de Atlanta, em 1996, foi composta a música “Reach”. Interpretada por Glória Estéfan, a canção fez bastante sucesso em todo o planeta. Inclusive, ganhou uma versão em português (Eu vou seguir) na voz da cantora potiguar Marina Elali.

Mas nada se compara à canção interpretada no encerramento dos jogos de Barcelona, 1992. Eu tinha seis anos na época e até hoje me lembro da repercussão que foi a música “Friends for Life”, popularizada como “Amigos para siempre”.

Essa música emocionou a todos naquele ano. Na voz de Sarah Brightman e Josep Carreras os atletas e a platéia - de mãos dadas - celebraram a paz entre os povos e protagonizaram um dos momentos marcantes da história dos jogos olímpicos. Garanto que se você tem mais de 22 anos, você se conhece essa canção.

Amigos para Siempre (Friends for life)






"I don't have to say
A word to you
You seem to know
Whatever mood
I'm going through
Feels as though
I've known you forever

You
Can look into my eyes and see
The way I feel
And how
The world is treating me
Maybe I have known you forever

Amigos para siempre
Means you'll always be my friend
Amics per sempre
Means a love that cannot end
Friends for life
Not just a summer or a spring
Amigos para siempre

I feel you near me
Even when we are apart
Just knowing you are in this world
Can warm my heart
Friends for life
Not just a summer or a spring
Amigos para siempre

We share memories
I won't forget
And we'll share more,
My friend,
We haven't started yet
Something happens
When we're together

When
I look at you
I wonder why
There has to come
A time when we must say goodbye
I'm alive when we are togetherboth

Amigos para siempre
Means you'll always be my friend
Amics per sempre
Means a love that cannot endFriends for life
Not just a summer or a spring
Amigos para siempre

I feel you near me
Even when we are apart
Just knowing you are in this world
Can warm my heart
Friends for life
Not just a summer or a spring
Amigos para siempre

WhenI look at you
I wonder why
There has to come
A time when we must say goodbye
I'm alive when we are together

Amigos para siempre
Means you'll always be my friend
Amics per sempre
Means a love that cannot end
Friends for life
Not just a summer or a spring
Amigos para siempre

I feel you near me
Even when we are apart
Just knowing you are in this world
Can warm my heart
Friends for life
Not just a summer or a spring
Amigos para siempre

Amigos para siempre
Means you'll always be my friend
Amics per sempre
Means a love that cannot end
Friends for life
Not just a summer or a spring
Amigos para siempre

Amigos para siempre"

Maicou...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Podcasting Sandália e Meia - Se o caso é chorar


Opa! OPodcasting "Sandália e Meia" vai comentar um disco do cantor e compositor Tom Zé. "Se o caso é chorar" foi lançado em 1972 e carrega toda inteligência musical deste baino de Irará. Com letras debochadas, bem homoradas e outras mais sérias Tom Zé estabelece uma grande obra da MPB brasileira.

Nesta edição eu faço comentários e exibo trechos das canções do "Se o caso é chorar". Com certeza vale muito a pena escutar e ter esse álbum. Você, também, não deve deixar de acompanhar o podcasting, mas antes vista sua sandália e sua meia.


Podcasting Sandália e Meia (Tom Zé - Se o caso é chorar)




01 - Happy end
02 - Frevo (Pecadinho)
03 - A babá
04 - Menina, amanhã de manhã (O sonho voltou)
05 - Dor e dor
06 - Senhor cidadão
07 - A briga do edifício Itália com o Hilton Hotel
08 - O anfitrião
09 - O abacaxi de Irará
10 - O sândalo
11 - Se o caso é chorar
12 - Sonho colorido de um pintor


"Você fala que sim
Que me compreende"

Maicou...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Vamos falar de música?


Olá garotinhos e garotinhas! Em mais uma publicação do blog “Sandália e Meia” vou falar sobre a “Discoteca MTV”. Esta série de programas é exibida na MTV Brasil desde 2007 e está em sua segunda temporada.

Ela conta a história de discos marcantes de renomados artistas da música brasileira, especialmente das décadas de 80 e 90. A série traz depoimentos dos músicos, de jornalistas, de produtores, de escritores e de outros artistas.

As declarações fazem uma análise dos álbuns, do contexto histórico e artístico em que eles foram produzidos, das coisas curiosas, dos problemas e das situações engraçadas que envolvem o processo de gravação e divulgação de um disco.


Legião Urbana - Dois








A série “Discoteca MTV” é muito bacana, principalmente para os músicos iniciantes, pois transmite a experiência de muitos artistas. O programa aborda o lado conceitual, artístico e estético dos discos. Fala da repercussão e do impacto dos álbuns.

Com uma linguagem próxima dos documentários, o programa faz revelações e prende a atenção dos espectadores. Para os fãs é um “prato cheio”, mas para aqueles que não são, esta é uma boa oportunidade de conhecer o trabalho de determinado artista ou banda.


Titãs – Cabeça Dinossauro








Confira quais discos fizeram parte da primeira temporada:

Arnaldo Batista (história do grupo Os Mutantes, de 1968)
Evandro Mesquita (explosão de "Aventuras da Blitz", de 1982)
Lobão (gravações do "Ronaldo foi pra Guerra", de 1984)
Lulu Santos (com "Tempos Modernos", de1982)
RPM (com "Revoluções por Minuto", de 1985)
Ultraje a Rigor (com "Nós vamos invadir sua praia", de 1985)
Titãs (com "Cabeça de Dinossauro", de 1986)
Legião Urbana (com "Dois", de 1986)
Ira! (com "Vivendo e não aprendendo", de 1986)
Chico Science e Nação Zumbi (com "Da Lama ao Caos", de 1994)
Planet Hemp (com "Usuário", de 1995)

Na segunda temporada, discos como o “Samba Poconé” do Skank, “A Revolta dos Dândis” dos Engenheiros do Hawaii, “Isopor” do Pato Fu, o primeiro disco do Raimundos, “Selvagem?” dos Paralamas do Sucesso, entre outros, foram o foco da “Discoteca MTV”.


Os Paralamas do Sucesso – Selvagem?








A graça da série está em lembrar discos que marcaram gerações e comparar as impressões bem particulares de quem escuta o álbum com as idéias de quem compôs e ou produziu o disco. Embora a obra carregue a individualidade do artista, ela acaba se universalizando.

Além disso, é curioso perceber as noções que envolvem a confecção de um disco, as dúvidas, as intenções, as experimentações e os possíveis erros. Sem contar na clareza e na consciência das interpretações que aparecem anos depois, ou seja, muito do que é feito é emocional.


Pato Fu - Isopor








"Você sabe que a mulher tem um apetite sexual
Dez vezes maior que o seu?
Amigo meu.

Você pode passar uma semana inteira
Resguardando a fronteira do lar
Mas ela sempre quer mais
Mas ela sempre faz mais que você!

Por isso é que o filho é mais dela
Por isso é que o filho é mais dela
Você traz a comida
Mas a panela é dela!"

Maicou...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Será que ele é?


Opa! Beleza! Este post vai falar de músicas para quem “já saiu” ou pretende “sair do armário”. Como assim? O tema de hoje são aquelas canções e aqueles artistas que o público gay adora.

Mas não pense que vou me ater apenas à Glória Gaynor, ao Village People e ao hit “It`s rainning man”. Vou em busca de outros sons que fazem a galera GLS delirar e abandonar o guarda roupa.

Inspirado no filme Será que ele é?, resolvi selecionar alguns nomes. A comédia, protagonizada por Kevin Kline, conta a história de um professor que tem, em plena cerimônia do Oscar, sua homossexualidade revelada por um ex-aluno.

O curioso é que o professor estava de casamento marcado para dali a alguns dias. O caso ganha enorme repercussão e o protagonista passa a ter que justificar para os outros e provar para si mesmo que é heterossexual - apesar dos indícios apontarem o contrário.


Enya - Only Time




Para determinar que artistas entrariam nesta lista solicitei a ajuda da minha namorada (habeas corpus e álibi). Ela se considera uma especialista em detectar gays e sua ajuda foi de extrema importância.

Um nome interessante que escolhemos para começar foi o da cantora irlandesa Enya. Não que, obrigatoriamente, quem ouça a artista seja gay – já que ela canta muito bem e tem músicas muito bem produzidas – mas se a pessoa já tiver uma tendência, o gosto pelo seu repertório pode dizer muita coisa.


Madonna - Vogue




A cantora Madonna iniciou a carreira cantando sobre garotas materialistas e quebrando tabus de comportamento. Ela era uma espécie de porta-voz de garotas "rebeldes" e que se sentiam reprimidas em uma sociedade conservadora e hipócrita.

Mas pelo visto não eram só as meninas que tinham a loira como porta-voz. A trajetória da cantora mostrou que os meninos também queriam se rebelar contra a sociedade conservadora, hipócrita, machista, arcaica, "sem sal", "sem colorido", "sem luzes" e "sem brilho". "Uau!".

Quando Madonna se enveredou para o lado da música eletrônica e explorou a sensualidade (e um pouco da sexualidade) na sua carreira, a galera GLS adorou a idéia e embarcou nessa viagem sem comprar a passagem de volta.


Bryan Adams e Melanie C - When you`re gone




Desse cara eu não sei muito o que dizer. Bryan Adams fez muito sucesso na década de 80 e 90, inicialmente cantando um rock-pop e depois se enveredando para a música romântica.

Ele, inclusive, participou do espetáculo de Roger Waters "The Wall in Berlin" catando a música "Young Lust". Pink Floyd, rock, música de macho. Acompanhe um trecho e sua tradução:


Ooooo I need a dirty woman (Eu preciso de uma mulher safada)
Ooooo I need a dirty girl (Eu preciso de uma garota safada)

Will some woman in this desert land (Será que tem alguma mulher nesta terra deserta)
Make me feel like a real man? (que me faça sentir como um verdadeiro homem?)
Take this rock and roll refugee (Leve este refugiado do rock and roll)
Ooo Babe, set me free (Ooh, amor, me liberte)


IH! Será que ele não entendeu muito bem a idéia do "set me free" na letra? Bem, as coisas começam a fazer sentido e - como minha namorada me disse - ele anima a galera dentro e fora do armário, ainda mais depois da parceria com a "Spice Girl" Melanie C.


Geoge Michael - Outside




Ele é o cara, o galã das mulheres, mas de muitos homens também. O que ninguém sabia era que ele também gostava dos homens, porém muitos já podiam imaginar. Mas a carreira de George Michael não se consolidou apenas pelo cavanhaque, pela malícia e pelo aspecto físico. Ele sabe como fazer a galera delirar.

Com músicas dançantes, o cantor "pop" britânico, explora a sensualidade inerente a cada um. Suas músicas estimulam o lado mais libidinoso dos ouvintes e aí não há gay que resista. O clipe postado acima deste comentário, inclusive, é bem sugestivo.


Abba - Dancing Queen




O que os suecos do Abba queriam era animar a galera na era da disco music, mas, fora isso, eles devem ter sido trilha para a imaginação de vários rapazes no mundo todo. Pense na alegria desses rapazes vislumrando a letra da canção "Dancing Queen".

Uma coisa que não pode ser esquecida é o ritimo da canção. A batida é empolgante e faz o mais enrustido se soltar durante o refrão e dançar como uma rainha.

Essa lista não tem o intuito de desrespeitar ninguém, nem opção sexual, qulquer que seja. O objetivo é enumerar artistas - de uma forma descontraída - que fazem sucesso entre o público GLS. E pra não fazer injustiça, cito nomes como Elton John e o brasileiro Edson Cordeiro.

Vejam esta versão de "I will survive", clássico de Glória Gaynor. Essa releitura gravada pelo Cake - mais contida (pop/funk) - é a que, por via das dúvidas eu prefiro ouvir.






"At first, I was afraid, I was petrified.
I kept thinking
I could never live
Without you by my side,
But then I spent so many nights
Just thinking how you done me wrong,
I grew strong,
I learned how to get along.

And so you're back from outer space.
I just walked in to find you here
Without that look upon your face.
I should have changed my fucking lock,
I would have made you leave your key,
If I'd have known for just one second,
You'd be back to bother me.

Oh, now go,
Walk out the door.
Just turn around now,
You're not welcome anymore.
Weren't you the one
Who tried to break me with desire?
Did you think I'd crumble?
Did you think I'd lay down and die?
Oh not I...

I will survive.
As long as I know how to love
I know I'll be alive.
I've got all my life to live.
I've got all my love to give.
I will survive.
I will survive.

It took all the strength
I hadJust not to fall apart.
I'm trying hard to mend
The pieces of my broken heart.
And I spent oh so many nights
Just feeling sorry for myself.
I used to cry.
But now
I hold my head up high.

And you'll see me with somebody new.
I'm not that stupid little person
Still in love with you.
And so you thought you'd just drop by,
And you expect me to be free.
But now I'm saving all my lovin'
For someone who's lovin' me.

Oh now go.
Walk out the door.
Just turn around now.
You're not welcome anymore.
Weren't you the one
Who tried to break me with desire?
Did you think I'd crumble?
Did you think I'd lay down and die?
Oh not I.

I will survive.
As long as
I know how to love
I know I'll be alive.
I've got all my life to live.
I've got all my love to give.
I will survive.
I will survive."

... Tradução ...

"No início eu tive medo.
Eu fiquei petrificado.
Continuava pensando que nunca conseguiria viver
Sem você ao meu lado.
Mas então eu passei muitas noites
Pensando como você me fez mal.
E eu me fortaleci.
E eu aprendi como me arranjar.
E então você está de volta do espaço.
Eu acabei de entrar para te encontrar aqui
Sem aquela aparência vencedora no seu rosto.
Eu devia ter mudado aquela fechadura estúpida.
Eu devia ter feito você deixar sua chave
Se eu soubesse, apenas por um segundo
Que você voltaria para me incomodar.

Oh, agora vá.
Saia pela porta.
Apenas vire-se agora.
Você não é mais bem-vinda.
Não foi você
Quem tentou me ferir com vontade?
Você pensou que eu deterioraria?
Você pensou que eu deitaria e morreria?
Oh não, eu não.

Eu vou sobreviver.
Enquanto eu souber como amar
Eu sei que permanecerei vivo
Eu tenho minha vida toda para viver.
Eu tenho meu amor todo para dar.
Eu vou sobreviver.
Eu vou sobreviver.

Foi preciso toda a força que eu tinha
Para não cair em pedaços
Continuei tentando duramente remendar os fragmentos
Do meu coração partido.
E eu passei muitas noites
Simplesmente sentindo pena de mim mesmo.
Eu costumava chorar.
Mas agora eu mantenho minha cabeça bem erguida.

E você me verá com um novo alguém.
Não sou aquela pessoa insignificante
Ainda apaixonada por você.
E então você tem vontade de fazer uma visita,
E simplesmente espera que eu esteja desimpedido.
Agora estou guardando todo meu amor
Para alguém que está me amando

Oh, agora vá.
Saia pela porta.
Apenas vire-se agora.
Você não é mais bem-vinda.
Não foi você
Quem tentou me ferir com vontade?
Você pensou que eu deterioraria?
Você pensou que eu deitaria e morreria?
Oh não, eu não.Eu vou sobreviver.

Enquanto eu souber como amar
Eu sei que permanecerei vivo
Eu tenho minha vida toda para viver.
Eu tenho meu amor todo para dar.
Eu vou sobreviver.
Eu vou sobreviver."

Maicou...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Lei seca não atinge a música


De uns tempos pra cá não se fala em outra coisa, a não ser na "danada" da lei seca. Como todos já devem saber, foi estabelecida a tolerância zero ao motorista que consome bebidas alcoólicas antes de dirigir.

Muitas dúvidas ainda existem. De um lado há os que defendem a lei, de outro os que são contra e também há os que argumentam por uma reformulação na legislação. Mas não é bem sobre isso que vou falar hoje.

A música tem inúmeros exemplos de artistas que adoram uma cervejinha ou outra bebida alcoólica. Reza a lenda que o conhaque ajuda a esquentar a voz, além de que, uma boa bebida pode ajudar na desenvoltura do artista.

Certa vez, eu participei de um festival de bandas e levei minha lata de cerveja para o palco. Entre uma música e outra eu dava um gole na "cerva", até que com a empolgação, causada pela resposta do público ao show, eu levantei o braço com a lata na mão.

No fim da apresentação, um dos jurados comunicou que não gostou da atitude e que iria tirar ponto da banda. Ele acredita que o consumo de bebida alcoólica não pode ser feito antes, nem durante as apresentações. Como seria se uma espécie de "Lei Seca" fosse implantada no cenário musical?



Pinga - Pato Fu




Zeca Pagodinho é um dos principais representantes da classe de artistas que gostam de uma cervejinha. Aliás, a lista é enorme e é formada por nomes como Chico Buarque, Rodrigo Amarante e passa pelos rapazes da banda Cachorro Grande.

Fora os artistas que bebem, o que não faltam são canções que fazem referência ao consumo de bebidas alcoólicas. "Eu que não bebo pedi um conhaque pra enfrentar o inverno", "Eu bebo sim... e tô vivendo. Tem gente que não bebe e tá morrendo" e "se eu quiser fumar eu fumo, se eu quiser beber eu bebo". Tomando a última música como referência, as coisas não são mais assim.

São inúmeros os exemplos - no Brasil e no exterior. Vai do samba, passa pelo axé, pelo rock, pelo pop e chega ao setanejo . Aliás, em 1997, um grupo de artistas deste gênero protagonizou uma campanha publicitária de uma determinada cerveja.



Os Amigos - Bavária






Não sei se vocês que estão lendo isso fazem a mesma referência, mas eu não consigo deixar de lembrar da música "Polícia" dos Titãs. Não, ela não fala sobre bebida, mas sobre a corrupção na polícia, do abuso do poder e da autoridade, coisa que muito se vê hoje, ainda mais com o advento da "lei seca".

"Dizem que ela existe
Prá ajudar!
Dizem que ela existe
Prá proteger!
Eu sei que ela pode
Te parar!
Eu sei que ela pode
te prender!

Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia

Dizem prá você
Obedecer!
Dizem prá você
Responder!
Dizem prá você
Cooperar!
Dizem prá você
Respeitar!...

Voltando à idéia central do "post", uma música que também faz referência ao álcool chama-se "Bebendo Vinho". A canção é um sucesso do grupo paulistano "Ira!" e em uma possível "lei seca" da música ela seria parada, sopraria no bafômetro e seria acusada. Hoje em dia, devemos beber no máximo um suco de uva.


Bebendo Vinho - Ira!




Outra referência musical do gênero "música alcoólica" é o poeta Vinícius de Morais. Não é segredo pra ninguém que ele gostava de um bom whisky, aliás, ele e seu amigo Tom Jobim. Respeitado internacionalmente, o "poetinha" se apresentou no espetáculo "Musicalmente" consumindo uma boa garrafa de whisky.

Acompanhe duas canções deste espetáculo. A primeira é uma homenagem a ele "Samba pra Vinícius" e a segunda chama-se "Vai levando". Toquinho, Miúcha e Tom Jobim o acompanham na apresentação. Um brinde à boa música!






"Poeta, meu poeta camarada
Poeta da pesada,
Do pagode e do perdão
Perdoa essa canção improvisada
Em tua inspiração
De todo o coração,
Da moça e do violão, do fundo,

Poeta, poetinha vagabundo
Quem dera todo mundo fosse assim feito você
Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer,
A vida é pra levar,
Vinícius, velho, saravá

...

Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama

Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema

Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia

Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque

Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima

Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula!"

Maicou...